"Voando alto
Perto do céu...
(...)
Estou a dois passos
Do paraíso
Não sei se vou voltar
Estou a dois passos
Do paraíso
Talvez eu fique
Eu fique por lá"
(A dois passos do paraíso - Bliz - Composição: Evandro Mesquita/Ricardo Barreto)
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Dia 29 de junho de 2009. Dia do meu embarque ao sonho de tantos anos. Malas prontas. Documentação em ordem. Saída de casa com (muita) antecedência. Tudo certo. Certo demais. A Joana Móvel resolve parar a uns 2 kilômetros do aeroporto. Qual seria a graça de não acontecer nada? Nenhuma. Um pouco de emoção não faz mal a ninguém.
A despedida da irmãzinha e do papai foi antecipada em algumas poucas horas. No acostamento da Dutra ao invés do portão de embarque.
Com sorte consegui um táxi que me deixou no aeroporto em menos de 10 minutos. Para ser exata, foram 7 minutos.
Vou direto pra fila do check-in e despacho minha mala com aproximadamente 16 kilos, etiqueto a bagagem de mão e sigo em direção à Polícia Federal.
E dá-lhe fila.
Agora entendendo porque chegar com 3 horas de antecedência.
Na minha frente 3 garotas lindas, loiras e fúteis, daquelas que fazem o estilo modelo, manequim e manicure. Até tentei prestar atenção na conversa mas no primeiro "ai que fofo", desisti.
Passo pelo raio-x, pela verificação do passaporte. "Tô dentro".
Devo registrar que há pessoas embarcando com máscaras. E dá-lhe gripe suína!!!
Fui ao Duty Free matar minha curiosidade, ver preços e que decepção, minha gente. Não sei se porque eu imaginava uma loja enorme e mais parecia um quiosquinho de Pretzels no meio do shopping, sei que me frustrei.
Brinquei com alguns óculos, senti a fragrância de alguns perfumes e me fui.
Procurei meu portão de embarque, me situei e fui comer.
Me despedi do guaraná antártica e do pão de queijo como se eu nunca mais fosse comer isso, e, considerando preço, poderia ser mesmo a última vez.
Vejo mais uma vez as modelos, manequins e manicures. Agora, saboreando um super temaki e suas cocas zero, enquanto uma mineira quer de qualquer maneira levar coxinha e pão de queijo pra alguém no estrangeiro e se impressiona com o tal cone japonês que nunca tinha visto. Rio por dentro e saio.
Vou ao banheiro. Recebo a ligação de uma amiga que jura me mandar um e-mail por cada dia da minha ausência mesmo sabendo que eu estou proibida, por uma outra amiga, de responder. Conversamos um pouco. Desligo. Ligo mais uma vez para o meu papis para saber se já foram socorridos e o guincho acabava de chegar. Falo mais uma vez com a minha irmã. Lembro da minha mamis se despedindo de mim pela manhã, ainda na minha cama. Já sinto uma saudade absurda.
Bom, fico por aqui. Meu voo acaba de ser anunciado. Air France 455. Eu vou. Rumo ao meu sonho. Rumo às mudanças que só por eu estar escrevendo, vejo que já começaram.
Aliás, começaram ontem.
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Transcrição fiel do que escrevi esperando pelo embarque.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
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Q gostoso ler o inicio da sua viagem... me senti na sala de embarque com você.. quero mais, quero mais...
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