- Quando foi que deixei de ser eu mesma e me tornei personagem?
Personagem que não será lida, decifrada, estudada, fechada, tensa, mas intensa.
Não sei dizer em que momento passei a viver dentro de um livro ou dois ou muitos.
Não tenho idéia de quando mergulhei de olhos fechados na atmosfera do realismo mágico, do fantástico, do maravilhoso e sigo meus dias inserida nesta novela, esperando que algo inusitado, improvável, aconteça e mude todo o rumo da trama, ou simplesmente, nada mude.
Até quando vou viver nessa esfera do romantismo, gênero por mim desprezado, aguardando que no final dê tudo certo?
Me introduzi no mundo da minha paixão e não consigo ou não quero me libertar.
A arte, por mim sendo imitada e não ela imitando a minha vida.
Vida de ficção.
"Ficção é algo que transcende a realidade."
Tania, um belo e sublime texto.
ResponderExcluirA vida é uma arte, do começo ao fim, o importante é viver ela. Te acompanho aqui.
Um abraço, e seja bem vinda.
A história da vida é uma pepita que necessita ser polida - alcança seu fim - quando: se admira uma paisagem, saboreia uma fruta, sente o aroma de uma flor, lê um livro. Da infinitude desta pepita, sua forma é o trilho que nos carrega inermes. Vamos daqui para ali, e logo, sentimo-nos flutuando... desta travessia, devemo-nos enebriarmo-nos.
ResponderExcluirMarcelo Portuária
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